Inteligência e Liderança

Hoje, a ausência da Inteligência Emocional é um dos maiores fatores que impedem de excelentes profissionais de alcançarem grandes Lideranças. Ouve-se muito, que antigamente, a Liderança era baseada em “manda quem pode e obedece quem tem juízo”. A gestão de pessoas não era priorizada, e sim o conteúdo técnico adquirido pelo funcionário ao longo de seus anos de empresa, que o habilitava ao cargo de Liderança. Com isso, o olhar mais humanizado para os liderados não era fator determinante e sim o conhecimento técnico. Depois da Globalização, assim como em inúmeros outros contextos empresariais, a Liderança também ficou mais exigente.

Hoje, é claro, que o conhecimentos técnico é essencial e muito valorizado para se chegar a uma Liderança, seja ela de supervisor, coordenador, gerente, diretor… Porém, o que vai determinar, na grande maioria das empresas, se a pessoa indicada “sabe lidar com as pessoas”, “sabe se motivar”, “sabe ouvir e falar nas horas certas”, “sabe lidar com suas emoções e com as das outras pessoas”, assim como fazer empatia, ter boa resiliência, etc.

Pois é, os tempos mudaram e as exigências humanas, comportamentais, também. Então, estamos falando de Inteligência Emocional (IE) e seus Pilares, necessários para desenvolver uma autoLiderança e uma Liderança participativa, humanizada, respeitosa, que sabe olhar para si, para o liderado e com foco nos excelentes resultados para seu negócio.

São então cinco Pilares que a IE nos convida a refletir e desenvolver:

  1. AUTOCONHECIMENTO EMOCIONAL: Conhecimento que se tem de si próprio; dos seus sentimentos e como estes sentimentos interferem em seus comportamentos, assim como perceber e conhecer sua intuição. Competência fundamental para que a pessoa tenha confiança em si (autoconfiança) e conheça seus pontos fortes e fracos.
  2. CONTROLE EMOCIONAL: Capacidade de gerenciar suas emoções. Quem lida bem com suas emoções tem melhores resultados. É melhor avaliado no trabalho, entre os amigos e demais grupos sociais. Explosões emocionais são sequestros neurais, que são realizados através da amígdala cerebral que é capaz de detectar uma dificuldade recrutando o resto do cérebro para o seu plano de emergência antes que neocórtex (cérebro pensante) perceba o que está acontecendo.
  3. AUTOMOTIVAÇÃO: Ter vontade de realizar, otimismo. Colocar as emoções a serviço de uma meta. A pessoa otimista consegue realizar tudo que planeja. Tem consciência que todos os problemas são contornáveis e solucionáveis. As pessoas que desenvolvem esta competência, tendem a ter mais alta produtividade e atingirem excelência em seus resultados.
  4. EMPATIA: . Captar os sentimentos dos outros, o que leva à sintonização dos estados internos das pessoas. A calma é fundamental para que isso aconteça (autocontrole). Pessoas que desenvolvem a Empatia, estão mais sintonizadas com o que os outros precisam ou que querem… Facilita muito a comunicação.
  5. RELACIONAMENTO INTERPESSOAL: É a aptidão social. Capacidade que a pessoa deve ter para lidar com emoções do grupo. A arte dos relacionamentos é saber lidar com as emoções do outro. Quem desenvolve bem esta Competência, tendem a se dar bem em tudo o que desenvolvem, pois reforçam a popularidade, a liderança e a eficiência interpessoal.

Podemos concluir que Líderes com a presença da IE, trabalham bem com suas equipes, produzem uma atmosfera de solidariedade e constituem modelos de respeito , harmonia e cooperação. Pois, possuem o poder de controlar as suas emoções e a de todos da sua equipe, utilizando-as a ditar seus comportamentos e seu raciocínio, chegando a excelentes
Daniel Goleman (Psicólogo- EUA), afirma que a IE é responsável por 80% das competências que distingue os Líderes excelentes do Líderes medianos.

O Desafio de Aristóteles

Qualquer um pode zangar-se isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa não é fácil. (Aristóteles, Ética a Nicômaco)

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